quarta-feira, 15 de junho de 2016




MUSEU DO TROPEIRO ELABORA PLANO MUSEOLÓGICO



Em cumprimento à Lei Federal 11.904/2009, o Museu do Tropeiro deu início à elaboração do seu Plano Museológico no mês de abril de 2016. Trata-se de um documento organizado em conjunto com técnicos, funcionários e a comunidade, a fim de traçar o perfil institucional do Museu do Tropeiro e estabelecer um planejamento estratégico para os próximos dez anos.

O Plano Museológico é uma ferramenta de aprimoramento da gestão do Museu, produzido através da reflexão da missão, da conscientização dos colaboradores tanto internos quanto externos, da análise das deficiências e potencialidades e da construção de programas de ação que valorizem a trajetória do Museu do Tropeiro, proporcionem uma atuação social mais efetiva e aproxime o público de suas diversas atividades e serviços em prol da memória do município.




O cronograma de execução é de aproximadamente seis meses. Entre abril e maio, foram realizadas visitas técnicas para avaliações das dimensões administrativas e técnicas do Museu do Tropeiro. No dia 30 de maio houve uma reunião pública para ouvir as expectativas da comunidade em relação ao museu e no dia 31 de maio foi apresentado ao quadro de funcionários o diagnóstico da instituição, apresentando por setores as forças, fraquezas oportunidades e ameaças identificadas pelos técnicos nas visitas anteriores.

O Plano Museológico está sendo realizado através da parceria entre a Superintendência do IPHAN-PR, da Compagás, da Geoconsultores Engenharia e Meio Ambiente e conta com a consultoria técnica do museólogo João Paulo Corrêa.
 











sexta-feira, 15 de abril de 2016

I CONCURSO DE FOTOGRAFIAS DO MUSEU DO TROPEIRO: "PAISAGENS CULTURAIS DE CASTRO"

Convidamos todos a participarem e apreciarem!
Inscrições no período de 18/04/2016 a 06/05/2016.
A Mostra fotográfica será do dia 15/05/2016.

 

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Museu do Tropeiro comemora o mês do tropeirismo

O Museu do Tropeiro promoveu no dia 30 de outubro de 2015 a palestra do professor Doutor Ilton Cesar Martins, intitulada "Tropeiros como mediadores culturais: brancos, escravos e libertos em Castro, no século XIX".


A programação teve início pela manhã, com o "Café com História", na sede do Museu, onde com o público reunido para a degustação do café tropeiro e bate papo sobre casos pitorescos relacionados a história do tropeirismo. Os participantes comentaram sobre o papel das mulheres nesse período e destacaram a importância da preservação destas memórias. Houve também a declamação da trova "Resgatando o passado", de autoria de José Carlos Ferreira.





No período da tarde o professor Ilton proferiu a palestra no Teatro Bento Mossurunga no qual apresentou apontamentos das pesquisas que realiza nos arquivos de Castro, há mais de 10 anos. O público que compareceu avaliou positivamente os conhecimentos compartilhados, interagindo com comentários ao final da palestra.


"Falar sobre tropeirismo será sempre indicar a própria condição específica da região dos Campos Gerais: um território de passagens, de fluxo constante de homens e também mulheres- conduzindo muito mais que mulas ou bois, mas alterando realidades sociais e culturais. Homens, mulheres, crianças, famílias, de diversas identidades e status, moviam-se (compulsoriamente ou não) pelas distâncias do Brasil colonial e imperial, conduzindo práticas religiosas, ritos, técnicas, apetrechos e saberes, apropriados e ressignificados em outros espaços. Mestiços eram mais do que os corpos nesses trânsitos culturais operados desde os tempos coloniais e intensificados no Brasil do século XVIII: eram as práticas, os trabalhos, as crenças. E os tropeiros, provenientes de Castro, ou passando por seus campos, são partes essenciais de uma geografia que escapa, e muito, das fronteiras do que conhecemos hoje por Brasil. Eis o tom de minha comunicação" (Ilton Cesar Martins)



Rancho Tropeiro


Professor Ilton 

Café com História 

 Bate papo sobre tropeirismo

Prefeito cumprimenta os participantes 

Palestra 

Palestra

Público participante

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Tertúlia Tropeira 2015

Foi um grande sucesso a Tertúlia Tropeira, que aconteceu nos dias 05 e 06 de setembro, durante as festividades do Dia de Castro.

Os visitantes do Museu do Tropeiro puderam ouvir modas de viola e gaita, apreciar trovas e causos, além de saborear o café tropeiro. Agradecemos a todos que contribuíram para o sucesso do evento e ao público que nos prestigiou.


Visitantes

Visitantes

Rodrigo Porto e José Acir Marcondes.

Café Tropeiro

Rancho Tropeiro

Café Tropeiro

Sinharinhas

Silvestre Alves


quarta-feira, 26 de agosto de 2015

MUSEU DO TROPEIRO FINALIZA PROJETO DE DOCUMENTAÇÃO MUSEOLÓGICA



Escrito por Comunicação

apresentao_projeto_museu_do_tropeiro_26_13-08-2015

Está concluído o Projeto de Documentação Museológica do Museu do Tropeiro de Castro. Na quarta-feira (12), em reunião no Salão de Atos da Prefeitura houve a apresentação do relatório final do Termo de Compromisso firmado entre a Associação de Amigos do Museu do Tropeiro, Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Paraná e a Cargill. Participaram da reunião o prefeito Reinaldo Cardoso; funcionários e estagiários do Museu do Tropeiro; o procurador geral do Município, Ronie Cardoso Filho; a diretora municipal de Cultura, Gisele Coradassi; a presidente da Associação de Amigos do Museu do Tropeiro, Léa Maria Cardoso Villela; o superintendente do Iphan-PR, José La Pastina Filho; responsável pela Gestão de Patrimônio Arqueológico do Iphan, Alessandra Spitz; Bruno Cesar Gomide, plant controller da Cargill, acompanhado pelo superintendente de Meio Ambiente da empresa, Thiago Molina.
Ao fim do projeto, explica a coordenadora do Museu do Tropeiro, Amélia Podolan Flügel, foi realizada a documentação de 2.494 peças do Museu do Tropeiro, que integram as exposições e a reserva técnica. O trabalho foi realizado por funcionários e estagiários que trabalham no Museu. “Ao fazer a catalogação de todas as peças, trabalho que durou um ano, aprendemos a fundo sobre o acervo do Museu do Tropeiro, as características das peças, utilidade, o contexto em que eram utilizadas. Hoje, além da documentação de tudo isso, o nosso conhecimento sobre o material é muito maior e temos condições de fazer uma explanação muito mais rica e detalhada sobre as exposições aos visitantes do Museu”, destaca Amélia.
O prefeito Reinaldo Cardoso ressaltou, na ocasião, que o resultado do trabalho é a valorização de Castro e sua história. “Todos os envolvidos estão de parabéns. Com isso, damos um grande passo na preservação da nossa história. Fico muito contente porque este foi um projeto feito a várias mãos, com envolvimento da Prefeitura, o setor privado – através da Cargill, que investiu recursos para viabilizar o trabalho – o Iphan e, fico especialmente contente pela participação dos jovens estagiários neste processo. É bom ver representantes da juventude preocupados e envolvidos com a cultura e história”, afirma o prefeito Reinaldo Cardoso.
O superintendente do Iphan-PR também parabenizou a equipe do Museu pelo trabalho minucioso e empenho na realização do projeto. “A qualidade do trabalho apresentado é fantástica e mostra a seriedade com que foi realizado. Isso para o Iphan é motivo de muito orgulho. Para nós, do Iphan é um prazer estar em Castro e participar deste momento tão importante. Além disso, a qualidade do trabalho faz jus à memória de Judith”, frisou La Pastina Filho, referindo-se à idealizadora do Museu do Tropeiro, a professora Judith Carneiro de Mello, que faleceu em 2007.
PROJETO
O 'Projeto de Documentação Museológica do Museu do Tropeiro' é uma iniciativa do Museu do Tropeiro para dar cumprimento à Lei Federal nº 11.904/2009 que estabelece o Estatuto de Museus e preconiza em sua Seção IV, artigos 38, 39 e 40 a obrigatoriedade dos museus brasileiros, públicos e privados, de manterem atualizadas as informações sobre os bens culturais que integram seus acervos, na forma de registros e inventários.
Assim, a partir do ano de 2013, o Museu do Tropeiro enfatizou a regulamentação da legislação pertinente ao seu funcionamento, através da aprovação da Lei Municipal nº3075/2015 e também a sistematização da documentação museológica. Para tanto, firmou-se uma parceria entre a empresa Cargill S/A, financiadora do projeto; o Iphan-PR, órgão supervisor do projeto; a Associação de Amigos do Museu do Tropeiro, gestora dos recursos financeiros e a Prefeitura Municipal de Castro, que forneceu os estagiários e servidores para execução do Projeto. “Em nome da Cargill, ressaltamos a alegria em ter contribuído com o desenvolvimento deste importante projeto de valorização da história e que certamente contribuiu para a profissionalização do Museu”, aponta Gomide.
A maior parte do acervo do Museu se encontra exposta em dois locais distintos: na sede, que apresenta a exposição Tropeirismo, onde o foco é o cotidiano da lida tropeira, e na exposição Casa de Sinhara, seccional do Museu, que expõe os objetos relativos ao ambiente doméstico no século XIX e até meados do XX. A historiadora e  funcionária do Museu, Milena Santos Mayer, explica que processo de decodificação e catalogação do acervo foi feito em todas as peças, com a descrição, medição e a busca da procedência de cada objeto. Após esta etapa os dados foram inseridos em programa digital, para segurança e agilidade na consulta e atestado e comprovação pública da posse do acervo. Os bens foram inscritos no Livro Tombo da instituição e posteriormente o Decreto Municipal nº618/2015 legitimou os bens culturais como Patrimônio Público Municipal.
O acervo arqueológico do Museu do Tropeiro recebeu atenção especial durante o processo, com consultoria especializada do arqueólogo Igor Chmyz para identificação dos itens em salvaguarda, além de estudo do contexto ambiental e humano de origem das peças. A avaliação dos itens permitiu uma nova expografia do acervo, enriquecido pelo painel informativo com a história da ocupação humana no Paraná enquanto a pesquisa para a reorganização do acervo arqueológico propiciou a aquisição de conhecimentos a serem repassados à sociedade em futuras ações educativas. “O projeto foi cumprido com a catalogação das peças. Agora, o nosso futuro desafio é promover o mesmo trabalho com os acervos documental, fotográfico e bibliográfico do Museu”, finaliza Amélia.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Museu e educação



A exposição do Museu como instrumento para aprendizagem. Confira o vídeo com o depoimento da professora Mariana Macedo: